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Índice do livro Poemas Escolhidos de Gregório De Matos:

17 Introdução - José Miguel Wisnik

Poesia de circunstância

I - satírica
41 Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República, em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia
44 À cidade da Bahia
45 Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia
46 Contemplando nas cousas do mundo desde o seu retiro, lhe atira com o seu ápage, como quem a nado escapou da tormenta
47 Queixa-se o poeta da plebe ignorante e perseguidora das virtudes
48 À Bahia
49 Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da Freguesia do Passé
53 Descreve com mais individuação a fidúcia com que os estranhos sobem a arruinar sua República
62 À fome que houve na Bahia no ano de 1691
65 Benze-se o poeta de várias ações que observa na sua pátria
68 Redargui o poeta a doutrina ou máxima do bem viver, que muitos políticos seguem, de envolver-se na confusão de homens perdidos e néscios, para passar com menos incômodo esta humana vida
73 Queixa-se a Bahia por seu bastante procurador, confessando que as culpas, que lhe increpam, não são suas, mas sim dos viciosos moradores que em si alverga
97 Fingindo o poeta que acode pelas honras da cidade, entra a fazer justiça em seus moradores, signalando-lhes os vícios, em que alguns deles se depravavam
102 Define a sua cidade
104 Reprovações
108 Aos principais da Bahia chamados os caramurus
109 Ao mesmo assunto
110 Ao mesmo assunto
111 Conselhos a qualquer tolo para parecer fidalgo, rico e discreto
112 Ao mesmo sujeito pelos mesmos atrevimentos
113 Conselho para quem quiser viver na Bahia estimado, e procurado de todos
114 À despedida do mau governo que fez este governador
115 Retrato do governador Antônio Luís da Câmara Coutinho
120 Dedicatória extravagante que o poeta faz destas obras ao mesmo governador satirizado
123 A Pedro Álvares da Neiva, quando embarcou para Portugal
129 Marinícolas
137 Ao capitão José Pereira, por alcunha o "Sete Carreiras", louco com caprichos de poeta, sendo ele ignorantíssimo
140 A um ignorante poeta, que por suas lhe mostrou umas décimas de Antônio da Fonseca Soares
141 Ao vigário da vila de São Francisco, que, por ser demasiado ambicioso, era muito malquisto dos fregueses
144 Ao mesmo com presunções de sábio, e engenhoso
145 Celebra o poeta (estando homiziado no Carmo), a burla que fizeram os religiosos com uma patente falsa de prior a frei Miguel Novelos, apelidado o Latino por divertimento em um dia de muita chuva
147 Ao desembargador Belchior da Cunha Brochado, chegando do Rio de Janeiro à cidade da Bahia, recorre o poeta, satirizando um julgador, que o prendeu por acusar o furto de uma negra, a tempo que soltou o ladrão dela
148 Ao ouvidor-geral do Crime que tinha preso o poeta (como acima se diz) embarcando-se para Lisboa
149 Epístola ao conde do Prado
155 Elege para viver o retiro de uma chácara, que comprou nas margens do dique, e ali conta, o que passava retirado
157 Responde a um amigo com as novidades que vieram de Lisboa no ano de 1658
158 Ao horroroso cometa que apareceu na Bahia, poucos dias antes da memorável peste chamada a "Bicha", sucedida no ano de 1686
159 Pretende agora (posto que em vão) desenganar aos sebastianistas, que aplicavam o dito cometa à vinda do encoberto
160 Observações críticas sobre várias matérias, por ocasião do cometa aparecido em 1680
166 A certa personagem desvanecida
167 Regra de bem viver, que a persuasões de alguns amigos deu a uns noivos, que se casavam
169 Ao casamento de Pedro Álvares da Neiva
170 Ao casamento de certo advogado com uma moça mal reputada
171 A um livreiro que havia comido um canteiro de alfaces com vinagre
172 Finge o poeta o assunto para bem lograr esta poesia de consoantes forçadas
173 Descreve a vida escolástica
174 Descreve a confusão do festejo do Entrudo
175 Descreve a procissão de Quarta-Feira de Cinza em Pernambuco
176 Descrição da vila do Recife
177 Celebra a grande algazarra que fizeram na festa os estrangeiros brindando a Quitota, menina batizada, sendo no tempo da peste
178 Chegando o poeta à vila de São Francisco, descreve os divertimentos que ali passava, e em que se entretinha
179 A um vizinho dá conta o poeta em uma manhã de inverno, do que passava com o frio
180 Descreve o poeta uma jornada que fez ao Rio Vermelho com uns amigos, e todos os acontecimentos 188 Ao "Braço Forte" estando preso por ordem do governador Braço de Prata
(Antônio de Sousa Menezes)
192 Tomás Pinto Brandão estando preso por indústrias de certo frade: afomentado na prisão por seus dois irmãos apelidados o Frisão e o Chicória, em vésperas que estava o poeta de ir para Angola
193 Embarcado já o poeta para o seu degredo, e postos os olhos na sua ingrata pátria, lhe canta desde o mar as despedidas
198 Descreve o que realmente se passara no reino de Angola, quando lá se achava o poeta
199 Aos vícios

II - encomiástica
205 Ao mesmo desembargador Belchior da Cunha Brochado
206 Ao bom governador Antônio Luís
208 Chegando à Bahia o arcebispo d. João Franco de Oliveira, que havia sido bispo de Angola
209 Engrandece o poeta a ilha de Gonçalo Dias, onde várias vezes foi refugiado, e favorecido do mesmo senhorio
210 Descreve a ilha de Itaparica com sua aprazível fertilidade, e louva de caminho ao capitão Luís Carneiro, homem honrado e liberal, em cuja casa se hospedou
211 Ao provedor da Fazenda Real Francisco Lamberto fazendo na Ribeira o famoso galeão S. João de Deus
212 A um Fulano da Silva, excelente cantor, ou poeta

Poesia amorosa
I - lírica
215 Pondera agora com mais atenção a formosura de d. Ângela
216 Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e temendo perder por ousado
217 Chora o poeta de uma vez perdidas as esperanças que teve de conseguir por esposa a d. Ângela
218 Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio
219 Descreve com galharda propriedade o labirinto confuso de suas desconfianças
220 Outra imagem não menos elegante da matéria antecedente
221 Segunda impaciência do poeta
222 Pergunta-se neste problema qual é maior, se o bem perdido na posse, ou o que se perde antes de se lograr? Defende o bem já possuído
223 Defende-se o bem que se perdeu na esperança pelos mesmos consoantes
224 Chora um bem perdido, porque o desconheceu na posse
225 No fluxo e refluxo da maré encontra o poeta incentivo para recordar seus males
226 Enfada-se o poeta do escasso proceder de sua sorte
227 A uma saudade
228 Vagava o poeta por aqueles retiros filosofando em sua desdita sem poder desapegar as harpias de seu justo sentimento
229 Ao rio de Caípe recorre queixoso o poeta de que sua senhora admite por esposo outro sujeito
230 Namorado, o poeta fala com um arroio
231 A um penhasco vertendo água
232 Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem
233 Ao mesmo assunto e na mesma ocasião
234 Admirável expressão de amor mandando-se-lhe perguntar como passava
235 A uma dama dormindo junto a uma fonte
236 Ao pé daquele penhasco lacrimoso que já dissemos pretende moderar seu sentimento, e resolve que a soledade o não alivia
237 Pintura admirável de uma beleza
238 Retrata o poeta as perfeições de sua senhora, à imitação de outro soneto que fez Filipe iv a uma dama, somente com traduzi-lo na língua portuguesa
239 Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz do candeeiro porfia o poeta pensamentear exemplos de seu amor na borboleta
240 A uma freira que naquela casa se lhe apresentou ricamente vestida, e com um regalo de martas
241 Ratifica sua fidalga resolução tirando dentre salamandra, e borboleta o mais seguro documento para bem amar
242 Increpa jocosamente ao rapaz Cupido por tantas dilações
243 Sonho que teve com uma dama estando preso na cadeia
244 A uma dama, sobre um sonho amoroso que o autor teve com ela
245 Roga o poeta, à sua esposa, que suspenda o remédio das sangrias
246 Pondera que os desdéns seguem sempre como sombras o sol da formosura
247 Aos amores do autor com d. Brites
248 Responde o poeta a um mal considerado amigo, que o matraqueava de covarde nesta matéria
249 Compara suas penas com as estrelas muito satisfeito com a nobreza do símile. A primeira quadra não é sua
250 A peditório de uma dama que se viu desprezada de seu amante
251 Resposta a um amigo em matéria amorosa
252 Tornando o autor a renovar os amores com d. Brites, depois de ela se casar
253 Queixa-se uma freira daquela mesma casa, de que sendo vista uma vez do poeta, se se descuidava de a tornar a ver
254 Terceira impaciência dos desfavores de sua senhora
255 Em louvor da mesma senhora Floralva
256 Continua o autor nas pretensões de Floralva, mandando-lhe pelos mesmos consoantes os três sonetos seguintes
257 Segue-se este segundo
258 Segue-se este terceiro
259 Responde Floralva aos três sonetos retros, do autor, com outros três também pelos mesmos consoantes: estes são os três dela
260 Segunda resposta de Floralva. Pelos mesmos consoantes
261 Terceira resposta de Floralva. Pelos mesmos consoantes
262 A Floralva, dama que conheceu o poeta em Pernambuco
263 De uma festividade pública onde a todos dava que sentir, se ausentou Floralva a divertir-se nas ribeiras do Capibaribe, onde tinha seus empregos
264 Saudosamente sentido na ausência da dama a quem o autor muito amava
265 A mesma dama ausentando-se do poeta desdenhosamente
266 A Florenciana, mãe de Floralva dama pernambucana
267 Segue neste soneto a máxima de bem viver, que é envolver-se na confusão dos néscios para passar melhor a vida
268 A um amigo retirando-se da cidade
269 Tentado a viver na soledade se lhe representam as glórias de quem não viu, nem tratou a corte
270 Continua o poeta em louvar a soledade vituperando a corte
271 A umas saudades

II - erótico-irônica
275 A uma freira, que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou
"Pica-flor"
276 Às religiosas que em uma festividade, que celebraram, lançaram a voar vários passarinhos
277 A Floralva, uma dama em Pernambuco
278 Terceiro pique à mesma dama
280 A uma freira que lhe mandou um mimo de doces
281 Ao mesmo assunto e pelo mesmo motivo
282 À mulata Vicência, amando ao mesmo tempo três sujeitos
283 Finge que visita duas mulatas, mãe e filha, presas por um Domingos Cardoso, de alcunha o "Mangará", que tratava com uma delas, pelo furto de um papagaio. Fala com a mãe
284 Fala agora com a filha da sobredita, chamada Bartola
285 A uma dama com dor de dentes
286 Tendo Brites dado algumas esperanças ao poeta se lhe opôs um sujeito de poucos anos, pretendendo-a por esposa, razão por onde veio ela a desviar-se, desculpando-se por ser já velho
287 Necessidades forçosas da natureza humana
288 Desaires da formosura com as pensões da natureza ponderadas na mesma dama
289 Ao mesmo capitão sendo achado com uma grossíssima negra
291 A umas freiras que mandaram perguntar por ociosidade ao poeta a definição do Priapo e ele lhes mandou definido, e explicado nestas
296 Mote
298 Vendo-se finalmente em uma ocasião tão perseguida esta dama do poeta,
Assentiu no prêmio de suas finezas: com condição porém, que se queria primeiro lavar; ao que ele respondeu com a sua costumada jocoseria
301 Definição do amor

Poesia religiosa
313 A Jesus Cristo nosso senhor
314 A Cristo S. N. crucificado estando o poeta na última hora de sua vida
315 A N. Senhor Jesus Cristo com atos de arrependido e suspiros de amor
316 Buscando a Cristo
317 Ato de contrição, depois de se confessar
320 Ao Divino Sacramento
323 Considera o poeta, antes de confessar-se, na estreita conta, juízo tremendo e vida relaxada
326 Achando-se um braço perdido do Menino Deus de N. S. das Maravilhas, que desacataram infiéis na Sé da Bahia
327 No sermão que pregou na Madre de Deus d. João Franco de Oliveira pondera o poeta a fragilidade humana
328 No dia de Quarta-Feira de Cinzas
329 À perfeição do santo exercício da Via Sacra, feito com boa devoção
330 Ao misterioso epílogo dos instrumentos da Paixão recopilado na flor do maracujá
331 A Nossa Senhora do Rosário em uma academia que fez o poeta
332 A uma fonte que nasceu milagrosamente ao pé de uma capela de N. Senhora das Neves na Freguesia das Avelãs
333 A Conceição Imaculada de Maria Santíssima
334 A Conceição Imaculada de Maria Santíssima
335 À morte da augusta senhora rainha d. Maria, Francisca, Isabel de Saboia, que faleceu em 1683
336 Moraliza o poeta nos Ocidentes do Sol a inconstância dos bens do mundo
337 Moraliza o poeta seu desassossego na harmonia incauta de um passarinho, que chama sua morte a compassos de seu canto
338 A Maria dos Povos, sua futura esposa
339 Terceira vez impaciente muda o poeta o seu soneto na forma seguinte
340 Desenganos da vida humana metaforicamente
341 Ao mesmo assunto
342 Ao mesmo assunto
343 A Francisco Pereira de Azevedo nascendo-lhe um neto na mesma hora em que lhe morreu uma neta
344 À morte de d. Teresa, formosíssima donzela, uma das três celebradas filhas de Vasco de Sousa Paredes
345 À morte de Afonso Barbosa da Franca, amigo do poeta
346 Ao mesmo assunto
347 A Manuel Ferreira de Veras nascendo-lhe um filho, que logo morreu, como também ao mesmo tempo um seu irmão, e ambos foram sepultados juntos em N. Senhora dos Prazeres
348 À morte da excelentíssima portuguesa d. Feliciana de Milão, religiosa do Convento da Rosa
349 Ao mesmo assunto
350 Pretende o poeta moderar o excessivo sentimento de Vasco de Sousa Paredes na morte da dita sua filha
351 Ao Dia do Juízo
352 Descreve um horroroso dia de trovões
353 Índice de primeiros versos
357 Sobre o autor
357 Sobre o organizador